Antes um operador sem grande destaque na Faria Lima, Antônio Carlos Freixo Júnior tornou-se personagem central de investigações sobre a atuação criminosa de integrantes do mercado financeiro. Alvo de diversas apurações em curso e delator do caso Master, Mineiro, como é conhecido, é visto pelos investigadores como um dos principais elos entre instituições financeiras, políticos e o crime organizado.
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Dinheiro e Negócios
Vorcaro tinha “total gerência” em empresa que custou R$ 12 bilhões ao BRB
Nas últimas semanas, Mineiro foi alvo da terceira fase da Operação Carbono Oculto, fez revelações, em uma delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre malas de dinheiro de Daniel Vorcaro e detalhou a relação do ex-banqueiro com o filme Dark Horse. Além disso, foi citado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por ter supostamente ganhado R$ 176,4 milhões em prêmios de loterias e casas de apostas.
O turbilhão, no entanto, começou bem antes. Em janeiro, empresas de Mineiro foram alvo da segunda fase da operação Compliance Zero. O Grupo Entre, fundado pelo empresário, foi apontado pelos investigadores como um braço da engrenagem montada por Vorcaro para viabilizar pagamentos, bancarizar recursos e fazer repasses a interlocutores do ex-banqueiro.
Em março deste ano, o Banco Central (BC) liquidou extrajudicialmente o Grupo Entre, fundado por ele.
