O PT já começou a olhar para o segundo turno da eleição presidencial. Segundo apuração, a estratégia dos petistas passa por abrir conversas com partidos de centro, entre eles o PSD, e tentar ao menos garantir a neutralidade da legenda de Ronaldo Caiado. A ideia é que, sem um acordo nacional, lideranças estaduais tenham liberdade para fazer seus próprios movimentos.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também tem interesse em manter aberta a aproximação com o PSD e, principalmente, com o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. Aliados próximos à vice-presidência contam que já houve conversas entre Alckmin e o partido. A relação ganha peso especialmente em São Paulo, onde Kassab mantém uma estrutura política construída a partir da presença do partido nas prefeituras.
A movimentação ocorre justamente quando a relação entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e Kassab atravessa uma fase de distanciamento.
Kassab deixou a Secretaria de Governo e Relações Institucionais do governo paulista em março, oficialmente para se dedicar às eleições. A saída aconteceu depois de meses de desgaste entre os dois. Tarcísio havia se incomodado com a atuação de Kassab para ampliar o PSD entre prefeitos e deputados da base governista.
A relação ficou ainda mais delicada quando Kassab tentou emplacar seu nome como vice de Tarcísio na chapa de reeleição. O governador optou por manter Felício Ramuth, que deixou o PSD e migrou para o MDB.
