Durante sessão do Conselho Superior do Ministério Público Federal, nesta 6ª feira (25.set.2026), a subprocuradora-geral Samantha Dobrowolski afirmou que o chefe da instituição, Paulo Gonet, não deveria ter se manifestado pela nulidade de investigação da Polícia Federal que o citou no caso do Banco Master. Para ela, o procurador-geral deveria ter se considerado impedido.
Em seu voto, Dobrowolski ressaltou que, enquanto autoridade pública, Gonet deveria ter tido maiores cuidados. A subprocuradora defendeu que seja designado um integrante do MPF para instaurar um procedimento de apuração e avaliar a conduta do procurador-geral e eventual crime de prevaricação.
O Conselho Superior do MPF analisa pedido do partido Novo para que Gonet seja afastado da condução do Master, por ter sido citado no relatório da PF, tornado público em 1º de setembro de 2026. O colegiado possui 9 integrantes com direito de voto.
O relator do caso, o subprocurador-geral Francisco Sanseverino, defendeu o arquivamento do pedido para investigar Gonet. Segundo ele, a informação da Polícia Federal, requisitada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, não apresentou indícios suficientes contra o procurador-geral.
A sessão é presidida pelo vice-presidente do conselho, o subprocurador Nicolao Dino, irmão do ministro Flávio Dino, do STF. Gonet não compareceu por ser o alvo do procedimento interno analisado.
