O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia anunciou nesta quinta-feira, 24, o rompimento das relações diplomáticas com o Irã. A medida aproxima ainda mais o governo do conservador Abelardo de la Espriella dos Estados Unidos de Donald Trump.
O rompimento das relações diplomáticas com os iranianos foi formalizado no sábado 19. As relações entre os consulados de Colômbia e Irã, no entanto, serão mantidas.
De acordo com Bogotá, o país considerou “supostos vínculos do governo do Irã com grupos terroristas internacionais e outros grupos narcoterroristas que ameaçam a segurança do país”.
Em comunicado, o governo Espriella afirmou ainda que a Guarda Revolucionária do Irã atua, na prática, como um “grupo terrorista” e “reprime a população iraniana”. Segundo as autoridades colombianas, o governo reforçará medidas de controle para impedir a entrada de integrantes do grupo no país.
O governo da Colômbia também menciona “violações comprovadas de direitos humanos” cometidas por Teerã dentro do próprio país, além de ataques contra nações “que não fazem parte do conflito no Oriente Médio”, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a obstrução aos trabalhos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Ormuz é o canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL).
