Empresas de apostas online manifestaram forte descontentamento com a perspectiva de uma proibição total das bets no Brasil. O setor defende que a medida, em vez de resolver o problema, pode ampliar o mercado clandestino e gerar efeitos negativos em cadeia na economia.
Segundo relatado pela analista de Política Isabel Mega durante o Bastidores CNN desta sexta-feira (25), diversas empresas do setor entraram em contato para demarcar a posição contrária ao iminente anúncio do governo.
“Há uma defesa de que o debate público deveria estar concentrado em como tornar a regulamentação cada vez mais eficiente, e não em substituir um mercado regulado”, afirmou Mega.
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As empresas alertam que uma proibição abrupta estimularia a migração de usuários para plataformas ilegais, sem supervisão estatal, sem pagamento de impostos e sem qualquer compromisso com regras de proteção ao apostador.
Em conversa com a analista da CNN, João Vitor Vilas Boas, diretor executivo das marcas Sortenabet e Betou, defendeu que ajustes regulatórios são legítimos e necessários, mas que uma proibição total afetaria outros segmentos econômicos, gerando um efeito em cadeia.
O setor também aponta que as empresas geraram vagas de emprego que poderiam ser perdidas.
