A Argentina poderia obter uma receita quase recorde com as exportações agrícolas no próximo ano, já que os preços elevados das safras, uma colheita excepcional e interrupções no abastecimento em regiões exportadoras concorrentes impulsionam os embarques de grãos e o influxo de moeda forte, informou a Bolsa de Comércio de Rosário em um relatório divulgado na sexta-feira.
O setor agrícola poderia gerar cerca de US$40 bilhões em receitas de exportação em 2027, o que seria o segundo maior total anual já registrado, ficando atrás apenas de 2022, de acordo com o relatório. Para 2026, a bolsa estima US$35,2 bilhões.
As exportações agrícolas são a principal fonte de moeda estrangeira da Argentina, fundamental para reabastecer as reservas do banco central, estabilizar o peso e sustentar as finanças públicas.
A bolsa projeta que a safra total de grãos da Argentina em 2026/27 será de 156 milhões de toneladas métricas, uma das maiores já registradas.
Os preços internacionais do milho, do trigo e da soja têm sido sustentados por riscos de abastecimento relacionados ao conflito no Mar Negro, onde a interrupção das exportações russas e ucranianas reduziu a disponibilidade, segundo o relatório.
