Um pedido de medida protetiva negado em 2010 é a aposta da nova defesa de Verônica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, para a revisão do processo que condenou a ex-vereadora do Rio de Janeiro a 10 anos e 8 meses de prisão em regime fechado.
Verônica Costa foi presa na noite da última quinta-feira (24). A empresária era considerada foragida após ser condenada por tortura contra um ex-companheiro.
A advogada criminalista Maíra Fernandes é a nova responsável pelo caso. Como primeiro ato, ela protocolou pedido de revisão criminal no TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), nesta sexta-feira (25).
No pedido, a defesa destaca um boletim de ocorrência registrado em 2010, no qual Verônica relatou à polícia episódios de violência praticados pelo então marido. De acordo com o documento, ela afirmou que era agredida fisicamente e psicologicamente, além de sofrer ameaças com arma de fogo.
Em um dos episódios, segundo a defesa, o homem teria praticado roleta-russa apontando a arma para a cabeça de Verônica. O registro também relata a retirada de dinheiro destinado à campanha eleitoral.
Segundo o relato, a ex-vereadora procurou uma delegacia e solicitou uma medida protetiva de urgência. O pedido, segundo os documentos apresentados pela nova defesa, foi negado. Meses depois, ela teria sido novamente agredida e roubada pelo ex-marido.
No documento protocolado nesta sexta-feira, a defesa alega que, após Verônica não ter encontrado ajuda do estado, “os familiares reagiram”.
