Há seis anos, Jéssica Nascimento, 34 anos, jornalista em Brasília, aplica toxina botulínica ou botox, duas vezes por ano, sempre com a mesma profissional e o mesmo produto. O intervalo de cerca de seis meses costumava ser suficiente para controlar as marcas de expresão da testa, mas ela percebeu uma mudança após iniciar o tratamento com tirzepatida.
“Comecei a notar os movimentos e as marcas voltando antes do que acontecia nas aplicações anteriores. A sensação foi de que o efeito passou mais rápido desta vez”, conta.
A diferença foi percebida cerca de dois meses após o início do medicamento. Jéssica também havia retomado a musculação e estava emagrecendo, com perda gradual de cerca de 10 kg ao longo de nove meses.
A experiência não comprova uma relação entre os dois tratamentos, mas uma pesquisa publicada em outubro de 2025 na revista científica Toxicon levantou a hipótese de que medicamentos relacionados ao GLP-1 possam reduzir a duração da toxina botulínica.
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O que a pesquisa descobriu
Os pesquisadores criaram 25 mil pacientes virtuais, sendo 20 mil tratados com toxina botulínica tipo A para enxaqueca crônica e cinco mil submetidos à aplicação no masseter, músculo localizado na lateral da face.
Foram analisados semaglutida, tirzepatida, liraglutida e dulaglutida.
