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Curiosidades 25/09/2026 às 14:15

Buraco na camada de ozônio de setembro foi o maior em 20 anos

Buraco na camada de ozônio de setembro foi o maior em 20 anos

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida atingiu, em setembro de 2026, uma área superior a 27 milhões de km², uma das maiores já registradas para essa época do ano. A dimensão foi impulsionada por uma combinação de temperaturas muito baixas na estratosfera e um vórtice polar intenso, formado por fortes correntes de ar que circulam em torno do continente congelado durante o inverno.
Apesar do tamanho expressivo, o episódio não representa, por si só, uma reversão do processo de recuperação da camada de ozônio. Pesquisadores da Universidade de Otago e do Instituto Nacional de Pesquisa da Água e da Atmosfera, ambos da Nova Zelândia, já haviam identificado sinais de que isso poderia ocorrer meses atrás.
Calcula-se que a área começou a crescer mais cedo do que a média anual, ainda em agosto, e aumentou rapidamente no início de setembro, atingindo 27,4 milhões de km². Veja vídeo da evolução do buraco na camada de ozônio em 2026:
Renderização 3D da evolução do buraco na camada de ozônio em 2026
Por que o buraco aumentou tanto?
O chamado buraco na camada de ozônio não é uma abertura literal na atmosfera. O termo descreve uma região em que a concentração de ozônio cai acentuadamente. Na Antártida, esse processo ocorre principalmente durante a primavera.
No inverno, forma-se sobre a região um grande sistema de ventos conhecido como vórtice polar estratosférico. Quando esse sistema permanece muito frio e estável, cria condições favoráveis para a destruição do ozônio.

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