Logo da Anthropic em ilustração feita em junho de 2026.
Dado Ruvic/Reuters
A Justiça dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (25), não bloquear uma ordem do Departamento de Defesa americano que exclui a Anthropic de contratos militares e considera a startup de inteligência artificial um risco à segurança nacional.
A decisão, emitida pelo Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito de Columbia, foi tomada em um processo movido pela empresa de tecnologia, que contestou sua designação pelo Pentágono como um risco para a cadeia de suprimentos de segurança nacional dos Estados Unidos.
A startup afirma que a medida lhe custou bilhões de dólares em negócios perdidos e prejudicou sua reputação às vésperas de uma oferta pública inicial de ações (IPO), aguardada pelo mercado.
Segundo a Reuters, a Anthropic afirmou que "discorda respeitosamente da decisão", mas que mantém confiança em sua posição e avalia suas opções, incluindo uma possível revisão judicial.
No mês passado, um juiz federal em São Francisco anulou uma designação semelhante, baseada em uma lei diferente, ao considerar que o governo havia retaliado ilegalmente contra a Anthropic por suas posições sobre a segurança da inteligência artificial.
A Anthropic, dona da inteligência artificial Claude, esteve ao lado de outras gigantes do setor em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na última quarta-feira (23).
*Reportagem em atualização
Justiça dos EUA mantém Anthropic fora de contratos militares e como risco à segurança nacional
