O Tesouro Direto alcançou R$ 15 bilhões em aplicações em agosto de 2026 e registrou o maior volume mensal da sua história. Em contrapartida, as saídas de capital alcançaram R$ 17,2 bilhões no mesmo período.
O programa de venda de títulos obteve uma captação líquida negativa de R$ 2,21 bilhões. O fluxo de saída demonstra o peso dos vencimentos agendados na gestão da dívida pública e no planejamento do orçamento federal brasileiro.
De acordo com o relatório da STN (Secretaria do Tesouro Nacional) publicado nesta 6ª feira (25.set.2026), o total de R$ 17,2 bilhões em saídas divide-se em duas partes. Os vencimentos de títulos somaram R$ 12,82 bilhões. As recompras antecipadas pelos investidores totalizaram R$ 4,38 bilhões.
Os títulos indexados à inflação dominaram a fatia dos vencimentos programados. O balanço mostra que o Tesouro IPCA+ foi responsável por R$ 11,29 bilhões em liquidações diretas. Esse montante corresponde a 88,1% de todos os vencimentos automáticos do período. O Tesouro Prefixado teve R$ 1,93 bilhão em pagamentos finalizados.
No panorama das recompras antecipadas, os papéis atrelados à taxa básica de juros foram a maioria. O Tesouro Selic representou R$ 2,62 bilhões dos resgates voluntários. O número equivale a 59,9% das recompras totais efetuadas. Os investidores solicitaram a devolução de R$ 364,3 milhões aplicados em papéis da categoria Tesouro Prefixado.
A base de participantes ativos cresceu de forma regionalmente diversa em território nacional.
