A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou nesta sexta-feira (25) a retomada de um sistema ampliado de verificação de eleitores criado pelo governo do presidente Donald Trump para identificar possíveis não cidadãos nos cadastros eleitorais.
Os ministros atenderam a um pedido do Departamento de Justiça para bloquear uma decisão judicial que impedia autoridades estaduais de usar números de Seguro Social e outros dados para comparar registros de eleitores com informações federais sobre cidadania e imigração.
O sistema é uma das medidas adotadas pelo governo Trump para ampliar a participação federal na administração das eleições. A Constituição americana, no entanto, dá aos estados a principal responsabilidade por organizar e conduzir os pleitos.
A decisão ocorre antes das Eleições de Meio de Mandato de novembro, quando os republicanos, partido de Trump, tentarão manter o controle do Congresso.
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Como funciona o sistema
No ano passado, o Departamento de Segurança Interna reformulou o SAVE, banco de dados federal usado para verificar a cidadania e o status migratório de pessoas. A nova versão permite que autoridades pesquisem vários registros simultaneamente e utilizem números de Seguro Social.
Desde então, vários estados governados por republicanos passaram a cruzar suas listas de eleitores com o banco de dados.
