Convencer personagens de um vilarejo de que você não merece morrer. Essa é a missão de Fábula Rasa, experiência narrativa em realidade virtual desenvolvida pelo estúdio brasileiro Árvore e vencedora do prêmio de melhor XR no SXSW 2026.
A premissa coloca o jogador dentro de uma gaiola, acusado de um crime e aguardando sua sentença. Durante aproximadamente 30 minutos, é preciso conversar com os habitantes e tentar convencê-los a poupar sua vida antes da decisão do rei.
A diferença está justamente nessas conversas. Em vez de seguir apenas diálogos previamente escritos, os personagens são controlados com auxílio de inteligência artificial generativa e respondem ao jogador considerando o que aconteceu durante aquela sessão. Na prática, isso significa que duas partidas não precisam seguir exatamente o mesmo caminho.
Para Ricardo Justus, cofundador da Árvore, a tecnologia representa uma ferramenta para ampliar o que os desenvolvedores conseguem criar, e não necessariamente substituir quem trabalha na produção.
“IA não substitui humanos: potencializa criadores. Quem é criativo faz coisas muito mais incríveis com ela”, afirma Justus.
Como funciona a IA de Fábula Rasa?
Por trás das conversas existe uma arquitetura que combina a Unity com modelos de linguagem.
A engine é responsável por gerenciar o estado do mundo, enquanto informações sobre a partida são transformadas em texto e fornecidas ao modelo.
