Resumo
A Motorola foi derrotada no Conselho de Autorregulamentação da Publicidade (Conar) e terá que mudar a forma como divulga a memória RAM de seus celulares no Brasil.
A prática de somar memória RAM e memória RAM virtual foi considerada irregular pelo Conar.
A determina que a Motorola ajuste sua publicidade em meios digitais e físicos, e a empresa pode entrar com recurso caso discorde da decisão.
A Motorola terá que rever a forma como divulga celulares no Brasil. O Tecnoblog descobriu em primeira mão que a fabricante sofreu uma importante derrota no Conar, órgão de autorregulamentação da publicidade no país. O revés tem a ver com um velho conhecido nosso: a memória RAM virtual nos telefones.
A polêmica da memória virtual
Primeiro vamos explicar o que está acontecendo. Desde o ano passado, a Motorola passou a somar memória RAM e memória RAM virtual ao informar as características de alguns de seus smartphones. A prática do mercado é outra: informar com destaque a memória RAM tradicional e, se for o caso, citar a RAM virtual em outra parte da ficha técnica.
Tome como exemplo o Edge 70 Pro: a página oficial coloca “até 24 GB RAM” em letras garrafais. Abaixo, em letras menores, está a explicação de que, na verdade, são 12 GB de RAM física (a meu ver, adequado para um telefone de ponta) e mais 12 GB de “RAM Boost Inteligente”. A página do Moto G86 também cita 24 GB de RAM, mas deste total, apenas um terço é de RAM física.
