O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso manteve nesta sexta-feira (25) a decisão que proíbe o deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado, de usar a expressão “Zé do Bolsonaro” como nome, apelido, cognome ou marca eleitoral durante a campanha.
O desembargador Marcos Machado rejeitou um pedido liminar da defesa para suspender a restrição. A decisão anterior havia determinado a retirada ou adequação de seis publicações e fixado multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
A Justiça Eleitoral entendeu que a substituição do sobrenome “Medeiros” por “Bolsonaro” pode gerar ambiguidade na identificação do candidato. A restrição, porém, não impede Medeiros de manifestar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro nem de fazer referências a ele durante a campanha.
Após a decisão, Medeiros reforçou a ligação política com Bolsonaro e afirmou que adversários passaram a reagir depois do que classificou como uma “subida meteórica” nas pesquisas.
“Agora, estão com medo sabe de quê? De usar o nome do Bolsonaro na campanha”, disse.
O deputado afirmou ser o candidato indicado por Bolsonaro em Mato Grosso e citou vídeos, áudios e o número 222 como demonstrações desse apoio.
“Eu sou o candidato indicado por Jair Bolsonaro, com áudios, vídeos, com a vaga, o número 222. Todo mundo sabe”, afirmou.
Medeiros também minimizou o efeito da decisão sobre a campanha. “Não tem problema, o eleitor sabe”, disse.
