O subprocurador-geral da República, Francisco de Assis Vieira Sanseverino, votou contra a abertura de investigação sobre a conduta do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso Master.
O Conselho Superior do Ministério Público Federal avalia procedimento interno aberto depois de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, fundador do banco, citarem o PGR.
A sessão é presidida pelo vice-presidente do conselho, o subprocurador-geral da República Nicolao Dino, irmão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Gonet não compareceu por ser o alvo do procedimento interno analisado.
O relator afirmou que não há mensagens diretas entre o PGR e o ex-banqueiro.
“Não houve nenhum contato direto, nem indireto dele, solicitação direta ou indireta de vantagem, de viagem ou o que seja. Então, o que se pode colocar, de forma bem objetiva, é que se trata de conversas entre terceiros, investigado e Daniel Vorcaro, e o senhor Ciro Soares, sem qualquer participação direta ou indireta do procurador-geral da República”, disse.
Ele iniciou o voto ressaltando que não caberia ao Conselho Superior do MPF indicar eventual impedimento ou suspeição do relator, uma vez que as atribuições do colegiado são restritas. Sanseverino destacou também que eventual crime de responsabilidade do procurador-geral da República deve ser avaliado pelo Senado.
Para ele, a análise do caso fica limitada a avaliar se há ou não indícios de crime comum.
