O Papa Leão XIV colocou os riscos da inteligência artificial no centro de sua visita de quatro dias à França. Em discurso no Palácio do Eliseu, nesta sexta-feira (25), o pontífice defendeu maior atenção ao uso ético da tecnologia para evitar que o avanço das máquinas faça a humanidade perder espaço no cotidiano.
Primeiro americano a liderar a Igreja Católica, Leão XIV afirmou que é urgente preparar as pessoas para lidar com os impactos da IA. Segundo ele, o desenvolvimento tecnológico precisa ser acompanhado por educação para o discernimento ético.
Papa alerta para um “paraíso de máquinas”
Durante o discurso em Paris, Leão XIV afirmou que a inteligência artificial pode transformar profundamente a relação das pessoas com a tecnologia. O pontífice alertou para o risco de um futuro em que as máquinas passem a condicionar cada vez mais a vida cotidiana.
“Se quisermos evitar perder nossa humanidade em meio a um ‘paraíso de máquinas’ que invade e condiciona nosso cotidiano, há uma necessidade urgente de educação em discernimento ético”, disse.
Para o papa, a preocupação não se limita à inteligência artificial. Ele também citou tendências que, em sua avaliação, podem transformar ciência e tecnologia em empreendimentos movidos pelo lucro, mencionando manipulação genética, barriga de aluguel, comércio de órgãos humanos e a possibilidade de planejar a própria morte.
