A Advocacia-Geral da União (AGU) e o ministro Gilmar Mendes estão fechando o cerco contra uma indústria de precatórios utilizada pelo Banco Master para garantir lucro fácil, contando com o apoio de membros do Judiciário.
Esse uso ficou explícito a partir de dados obtidos no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que mostram contatos com advogados ligados a juízes para obter decisões em tribunais para validar precatórios e pré-precatórios adquiridos pelo Banco Master.
🔎 Precatórios são dívidas que governos (União, estados e municípios) são obrigados a pagar após perderem uma ação na Justiça de forma definitiva, sem possibilidade de recurso.
Daniel Vorcaro transformou o comércio de precatórios numa fonte de recursos para alavancar e, depois, tentar salvar seu banco (entenda mais aqui).
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Ele investiu R$ 14,3 bilhões na compra de precatórios e direitos creditórios, uma espécie de pré-precatório, que dependiam de decisões favoráveis do Judiciário para gerarem lucro fácil para o Master.
No celular de Vorcaro, há vários indícios de que ele buscava se aproximar de juízes de tribunais federais e do STF em busca de apoio às suas teses para garantir o pagamento desses precatórios.
O ministro Gilmar Mendes foi um dos procurados por Daniel Vorcaro para tentar convencê-lo a votar a seu favor. O decano do STF, porém, votou contra, acompanhado de André Mendonça.
Neste julgamento, votaram a favor da tese de Vorcaro os ministros Edson Fachin, Nunes Marques e Dias Toffoli.
AGU e Gilmar Mendes fecham cerco contra 'indústria de precatórios' usada pelo Master
