Daniel Vorcaro afirmou, em uma proposta de colaboração premiada, que o grupo político do senador Jaques Wagner (PT-BA) recebia R$ 3 milhões por mês em vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. A proposta foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de elementos suficientes para corroborar as acusações, segundo reportagem do UOL publicada nesta sexta-feira (25).
Na versão apresentada pelo ex-banqueiro, cerca de R$ 2 milhões mensais eram pagos por meio de um contrato entre o Master e a PKL One, empresa ligada à operação do Credcesta, cartão de crédito consignado destinado a servidores públicos da Bahia. Outro R$ 1 milhão por mês teria sido entregue em espécie a um intermediário apontado por Vorcaro como ligado ao senador.
Vorcaro também alegou que Wagner tinha uma participação oculta na PKL One. Documentos citados na reportagem mostram que Guilherme Sodré, apresentado na proposta como operador do senador, possuía participação indireta na empresa por meio de um fundo de investimento.
O contrato obtido pela reportagem prevê pagamentos mensais de aproximadamente R$ 2 milhões à PKL One a título de despesas operacionais. O documento não identifica Wagner como beneficiário nem comprova que o dinheiro tenha sido usado para pagar propina. A proposta também não esclarece como os valores supostamente entregues em espécie teriam chegado ao senador ou a integrantes de seu grupo político.
