Um peixe que pode ter atravessado séculos nadando pelas mesmas águas parece algo saído de uma história de ficção. Mas uma nova pesquisa indica que isso pode estar mais perto da realidade do que se imaginava. O esturjão-de-lago, encontrado nos Grandes Lagos, na fronteira entre Estados Unidos e Canadá, pode viver muito mais tempo do que as estimativas anteriores sugeriam.
Publicado em 2026 no Journal of Fish Biology, o estudo analisou informações reunidas durante 44 anos e concluiu que a espécie pode alcançar idades de vários séculos. Nas projeções feitas pelos pesquisadores, exemplares de grande porte chegaram a idades estimadas de 427 anos para fêmeas e 279 anos para machos.
O que começou em 2000 como um simples apoio ao projeto escolar transformou-se, 22 anos depois, em uma iniciativa de sucesso de um mergulhador que já possibilitou o replantio de mais de 200 mil corais no oceano
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O resultado chama atenção porque o esturjão-de-lago não é um animal recém-descoberto nem uma espécie restrita ao mar. Trata-se de um peixe de água doce conhecido por seu tamanho, crescimento lento e longa vida, mas que agora pode estar entre os vertebrados mais longevos já registrados.
Como descobriram que o peixe pode ser tão velho?
