Paris, França, 25 Set 2026 (AFP) - A jornalista americana E. Jean Carroll, a única mulher que conseguiu a condenação de Donald Trump por agressão sexual, está saboreando essa vitória aos 82 anos, após uma batalha "difícil" que durou vários anos, explica à AFP.
"Houve momentos emocionantes, alguns até empolgantes. E às vezes era revoltante. Houve momentos em que desejei cem vezes não estar ali, e outros em que foi divertido [...] Mas tudo foi difícil. Não houve um único momento fácil em sete anos", afirmou em entrevista em Paris, por ocasião do lançamento francês de seu livro "Not My Type" (Não é o Meu Tipo, em tradução livre), onde relata todo o processo.
"Consegui fazer isso porque não tinha filhos, era mais velha e não tinha nada a perder", acrescentou.
Em 2019, esta ex-colunista da revista Elle iniciou uma batalha judicial, acusando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tê-la agredido sexualmente em um provador de uma loja de departamentos de Nova York em 1996.
O presidente a chamou de "louca" e disse que ela havia inventado um "caso falso".
No entanto, a Justiça decidiu a seu favor sete anos depois, e Trump, alvo de inúmeras outras acusações de agressão sexual, foi condenado a lhe pagar 5,6 milhões de dólares (29 milhões de reais, na cotação atual).
"Isso o deixou louco", diz a jornalista, com satisfação.
'Isso o deixou louco', diz única mulher que conseguiu condenar Trump por agressão sexual
