Em entrevista ao programa A Força do Agro, o advogado e produtor rural Bruno Lobo analisa os desafios da Reforma Tributária, sucessão familiar e acesso ao crédito.
A estabilidade nas relações legais tornou-se um pilar decisivo para a sustentação e o crescimento da atividade agropecuária no Brasil. Diante de taxas de juros elevadas, pressões ambientais e incertezas tributárias, o produtor rural busca respaldo técnico para proteger o patrimônio da porteira para dentro. Na quinta-feira 24 o diretor financeiro da Associação Brasileira de Direito Agrário e Agronegócio (Juragro), Bruno Lobo, participou do programa A Força do Agro, da Revista Oeste, e debateu a relevância da segurança jurídica no agronegócio.
Segundo o especialista, a atividade no campo carrega riscos naturais elevados e não suporta a falta de clareza nas regras institucionais. O arcabouço jurídico precisa atuar como facilitador do investimento privado e garantir a continuidade das safras.
“Sem segurança jurídica não há investimento no campo”, afirmou Lobo. “O papel do Direito consiste em oferecer previsibilidade e blindar a produção de sobressaltos regulatórios.”
Desafios práticos e a segurança jurídica no agronegócio
Entre os principais temas em discussão no setor, o dirigente destacou as dúvidas sobre a regulamentação da Reforma Tributária.
