O Ministério da Saúde protocolou nesta quinta-feira, 24, um pedido para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) avalie a inclusão das chamadas canetas emagrecedoras no SUS. A proposta contempla medicamentos da classe GLP-1 para o tratamento de pacientes com obesidade.
O pedido considera remédios à base de semaglutida e liraglutida, princípios ativos que já não têm proteção de patente. Segundo o ministério, a ampliação da concorrência provocou uma redução de cerca de 70% nos preços desses produtos no Brasil em menos de um ano.
A análise da Conitec ainda precisa definir se os medicamentos serão incorporados ao sistema público e quais pacientes poderão ter acesso ao tratamento. Portanto, a oferta ampla pelo SUS ainda depende das próximas etapas de avaliação.
Governo Lula já havia anunciado a medida
Na quinta-feira da semana passada, 17, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as canetas seriam disponibilizadas gratuitamente pelo SUS. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a distribuição seguirá critérios clínicos e dependerá de estudos para definir o protocolo de atendimento.
O Ministério da Saúde conduz um estudo no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. O protocolo acompanha cerca de 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças. Parte dos participantes tem indicação para cirurgia bariátrica.
