O presidente dos EUA, Donald Trump, segura uma pasta enquanto está ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, antes de Xi discursar durante um jantar de Estado na Casa Branca, em Washington
REUTERS/Evelyn Hockstein
As cúpulas dos presidente Xi Jinping, da China, e Donald Trump, dos Estados Unidos, costumam ter um objetivo claro.
A China acredita que os EUA estão tentando conter sua ascensão como superpotência e quer que Washington fique fora do seu caminho, principalmente no que diz respeito a comércio, tecnologia e Taiwan.
Na visita realizada esta semana, porém, apesar de Trump ter lhe estendido o tapete vermelho, o líder chinês não conseguiu tudo o que queria.
A trégua comercial que permitiu a ambos os países suspenderem uma guerra tarifária de retaliações mútuas e evitarem uma escalada ainda maior, foi prorrogada por apenas alguns meses, de novembro a janeiro. Pequim queria que fosse uma extensão de pelo menos um ano.
Isso significa que as principais disputas sobre tarifas, o domínio da China no fornecimento de terras raras e o acesso a chips avançados dos EUA estão sendo adiadas para uma futura rodada de negociações.
Isso sugere que os EUA querem que a China faça mais para cumprir sua parte do acordo antes de oferecer concessões de longo prazo.
A verdade incômoda para Xi é que sua economia doméstica está em apuros. Embora o país venda um número recorde de mercadorias em todo o mundo, os chineses estão segurando o consumo.
Trump estendeu tapete vermelho para Xi, mas líder chinês não conseguiu tudo o que queria
