Um júri do Alabama, nos Estados Unidos, começa a analisar nesta segunda-feira o primeiro processo contra o TikTok a chegar a julgamento sobre os impactos da plataforma na saúde mental de adolescentes. O estado questiona o funcionamento do aplicativo e a forma como a empresa trata a segurança de usuários jovens.
O julgamento acontece em um tribunal estadual de Montgomery e deve durar de duas a três semanas. A ação foi movida pelo procurador-geral do Alabama, Steve Marshall, e faz parte de uma série de processos semelhantes que envolvem pelo menos outros 27 estados e Washington, D.C.
O que está em discussão
O Alabama afirma que o fluxo contínuo de vídeos torna o TikTok altamente viciante e que o algoritmo direciona jovens para conteúdos cada vez mais intensos sobre violência e automutilação. Segundo o processo, esse funcionamento estaria relacionado à crise de saúde mental entre adolescentes e ao aumento dos atendimentos de emergência por automutilação no estado.
A ação também questiona os mecanismos usados para verificar a idade dos usuários e proteger menores.
