A revista britânica The Economist classificou como “sombria” a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) pela Presidência da República nas eleições de 4 de outubro.
Em editorial publicado nesta sexta-feira (25), a revista afirma que o “futuro brilhante do Brasil ficará em suspenso por pelo menos mais quatro anos” diante da liderança dos dois candidatos nas pesquisas para o cargo mais alto do Executivo.
Na quinta-feira (24), a The Economist já havia publicado uma reportagem opinativa na qual chamou Flávio de “filho de nepotismo vingativo” e Lula de “esquerdista caduco.”
“Nenhum dos dois é considerado confiável para lidar com os dois maiores problemas do Brasil: a corrupção enraizada e a expansão desenfreada dos gastos públicos”, afirma o editorial.
A revista diz que o Brasil foi “abençoado” com extensas reservas de petróleo, a Floresta Amazônica, capacidade de geração de energia hidrelétrica e terras agrícolas produtivas, além do potencial das terras raras.
“Quando a capital, Brasília, foi construída na década de 1950, suas ruas foram traçadas no formato de um avião, simbolizando um país pronto para decolar”, diz o texto. “No entanto, ainda está presa na pista.”
A revista defende que o próximo presidente deve controlar a dívida pública e a inflação, permitindo uma redução da taxa básica de juros.
Na bandeira econômica, a The Economist critica o que considera uma falha de Lula em “promover reformas econômicas”.
