O SUS realiza cerca de 2,8 bilhões de atendimentos por ano
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nas eleições de 2026, a inteligência artificial pipocou nos planos de governo. O termo foi citado pelos candidatos em propostas que vão da saúde à segurança. E uma proposta une a direita, a esquerda e o centro: o uso de IA no Sistema Único de Saúde (SUS).
Sem muitos detalhamentos e integrando os planos de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Flávio Bolsonaro (PL), o uso da tecnologia é proposto para triagem e auxílio de diagnósticos.
Um dos exemplos é utilizar a IA para substituir a tradicional fila por ordem de chegada, implantando uma triagem orientada por algoritmos.
Ou seja, a vez de um paciente passaria a ser avaliada por uma IA com base em fatores como gravidade e risco de progressão da doença.
Em seu programa, Flávio Bolsonaro promete usar inteligência artificial para agilizar o agendamento de consultas e exames e como apoio à prevenção.
"O sistema poderá identificar quem corre maior risco de adoecer e chamar essa pessoa para se cuidar a tempo, em vez de esperar que ela chegue ao pronto-socorro quando já é grave", diz o plano do candidato.
Lula afirma que quer aprimorar "ainda mais a regulação do acesso à atenção especializada", para garantir maior transparência das filas e utilizar inteligência artificial, "com fila única digital e ordenada pelo risco clínico".
IA vai decidir sua vez na fila do SUS? Propostas de candidatos da esquerda à direita não são simples de implementar
