Quatro meses após o último encontro, o presidente americano, Donald Trump, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, trocaram gentilezas durante a primeira visita do líder chinês à capital dos Estados Unidos em mais de uma década.
Os dois líderes prorrogaram uma trégua comercial, trocaram presentes e elogios, e reconheceram a possibilidade de trabalhar juntos para conter os riscos do desenvolvimento da inteligência artificial.
Para uma cúpula histórica destinada a abordar as crescentes tensões entre as maiores potências econômicas e geopolíticas do mundo, a visita a Washington foi relativamente sem incidentes.
Mas para as próprias ambições de Xi, a China não precisava de muito mais.
No jantar de estado na Casa Branca na quinta-feira (24), o líder chinês enfatizou a importância da cooperação, em declarações que enquadraram a ascensão da China como um benefício para a América, e não como uma ameaça.
“A amizade entre os dois povos é uma causa nobre que guarda grande promessa”, disse ele. “Vamos nos unir e avançar lado a lado.”
Uma diferença fundamental entre o encontro de maio e este foi o caos em torno da decisão de Trump de barrar alguns repórteres da Casa Branca, e o impacto que isso teve nas imagens transmitidas, um contraste marcante com a cobertura coreografada e aprovada pelo governo na mídia estatal chinesa.
A retórica, no entanto, foi em grande parte a mesma.
