A febre das canetas emagrecedoras está mudando o que parte significativa da população põe no carrinho de compras e no prato. Com o recuo no consumo de ultraprocessados e o alerta médico sobre a perda de massa magra durante o tratamento com os injetáveis, cresce a procura por alimentos in natura, ricos em proteína de alta qualidade e valor nutricional. Essa é uma oportunidade para o agronegócio na visão do sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná e pelos sindicatos rurais do Estado.
O grupo cita como base de sua visão a pesquisa realizada pela Pluxee, empresa especializada em cartões de benefícios coorporativos, adiantada pela CNN em julho. Segundo o levantamento com 1,2 mil usuários, 84% que utilizam as canetas emagrecedoras reduziram o consumo de industrializados, enquanto 83% diminuíram a ingestão de ultraprocessados e 57% passaram a priorizar fontes de proteína na alimentação.
“De queijarias a aviários, de pastagens a lavouras de cereais, as canetas emagrecedoras aceleram a transformação e a busca por uma alimentação saudável, que já vinha se desenhando nos últimos anos”, comenta o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
Para a endocrinologista Bruna Cavalheiro, as canetas para emagrecimento modificam a relação da pessoa com o alimento. Isso porque os medicamentos atuam em regiões do cérebro responsáveis pelo controle da fome e mecanismos de recompensa relacionados à alimentação.
