Todo início de ano o Brasil se apresenta ao mundo com um discurso de cautela. Juros altos, ambiente fiscal desafiador, geopolítica incerta, tarifas americanas. A lista de motivos para pessimismo nunca falta, e normalmente é longa o suficiente para preencher qualquer painel de conferência. E, ainda assim, todo ano o país insiste em fechar as contas melhor do que o discurso sugeria. Se isso não é uma vocação nacional, é pelo menos uma coincidência estatisticamente improvável, repetida com uma regularidade digna de observação.
Um país de empresários
