Poucos setores dependem tanto de previsibilidade quanto o elétrico, mas, no Brasil, são raros os que convivem com tantas mudanças de regra. O país saiu da privatização e da abertura de mercado dos anos 1990 para o redesenho posterior ao apagão de 2001, reviu ao longo do caminho as regras para concessões e formação de preços, privatizou a Eletrobras em 2022 e, no ano passado, mexeu outra vez no marco regulatório. A infraestrutura é feita para durar décadas, mas não é bem isso o que acontece com as regras, pelo menos por aqui. “O setor elétrico brasileiro parece estar em constante transformação”, diz João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia, que participou desde os anos 1990 das discussões que levaram à privatização das empresas e à criação do mercado livre. “E a conta é cobrada de forma sempre crescente.”
Sempre em transição
