Representantes dos governos de Donald Trump (Partido Republicano) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizam nesta 6ª feira (25.set.2026) em Genebra, na Suíça, consultas para discutir as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a importações brasileiras.
O encontro ocorre no âmbito da contestação brasileira junto à OMC (Organização Mundial do Comércio. Em 27 de julho, o Brasil apresentou o pedido de consultas contestando duas tarifas aplicadas pelos EUA com base na Seção 301:
uma de 25%, resultante de investigação específica contra práticas brasileiras;
e outra de 12,5%, ligada à apuração sobre trabalho forçado que atingiu dezenas de países.
Dias depois, os EUA aceitaram a consulta do Brasil na OMC. A organização anunciou que a China havia pedido para participar do processo.
Pequim argumentou que a tarifa de 12,5% resultante da investigação sobre trabalho forçado atinge suas exportações para o mercado norte-americano. Segundo a China, a medida altera as condições de concorrência dos produtos chineses vendidos nos EUA.
Na 4ª feira (23.set), porém, os EUA rejeitaram o pedido chinês para se juntar às consultas pedidas pelo Brasil. Segundo o governo Trump, as consultas não dizem respeito a nenhum ato, política ou prática da China. Tampouco envolvem tarifas impostas a produtos originários do território chinês.
As consultas são a 1ª etapa do procedimento de solução de controvérsias da OMC.
