Na sequência do quinto corte de juros consecutivo realizado pelo Banco Central, a perspectiva é de que a taxa básica Selic ainda demore para deixar o patamar elevado em que se encontra, segundo André Cury, novo CEO do Citi no Brasil.
Em entrevista exclusiva ao CNN Money, o executivo apontou “a inflação mais elevada” como o “maior desafio atual” não só do país, mas do mundo.
Aqui, porém, há uma peculiaridade: os juros do BC rodam em dois dígitos há mais de quatro anos.
O Copom (Comitê de Política Monetária) voltou a reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual pela quinta vez seguida, no último dia 16, colocando-a no patamar de 13,75% ao ano. Ainda assim, o Brasil segue com a maior taxa de juros reais - quando se desconta a inflação do valor nominal - global.
Desse modo, Cury avaliou que o processo de normalização das taxas deve demorar mais do que o esperado anteriormente.
“Aqui no Brasil, a taxa de juros que era esperada no começo de ano ter uma redução mais acelerada, ela acabou ficando mais alta do que era o esperado. […] Infelizmente, a taxa de juros vai demorar um pouco mais para ser reduzida”, ressaltou o presidente do Citi no país, mas não deixando de enxergar um futuro “muito brilhante” para o mercado nacional.
Até janeiro deste ano, o Sistema Expectativas de Mercado do BC apurava que a mediana dos agentes econômicos via a Selic em pouco mais de 12% no final do ano.
