Novo CEO do Citi no Brasil, André Cury observa que as empresas, assim como o banco que lidera, tomam suas decisões com base em uma visão estratégica de longo prazo.
Ao ser questionado se o pleito eleitoral das próximas semanas é uma das variáveis na hora de decidir o que será feito ou não, Cury foi pontual.
“Ninguém toma decisões por conta de uma eleição que vai acontecer em outubro ou por conta do 2027, que pode ser pior do que o 2026. Todo mundo pensa no longuíssimo prazo e no retorno sobre o capital nesse longo prazo”, afirmou em entrevista exclusiva ao CNN Money.
Olhando para frente, o executivo apontou que “o futuro ainda é muito brilhante”, observando que as companhias estão se preparando e “olhando a oportunidade que vem e pensando no longo prazo” ao discutir o cenário brasileiro.
Cury indicou que há “muitas oportunidades” no país, que passam desde o ciclo de queda de juros em curso até o potencial brasileiro em suprir demandas globais por segurança alimentar, matriz energética e insumos para inteligência artificial.
O que pode levar empresas a decidirem postergar movimentações como investimentos, segundo o presidente do Citi, é o custo de capital elevado no país.
Por outro lado, ressaltou que não há uma “mudança estrutural” do investidor pelos ativos patropis.
