Mães aguardam o fim de uma aula esportiva em escola no centro de Roma.
Alessandra Tarantino / AP
O governo da Itália aprovou nesta quinta-feira (24) um decreto para estabelecer um limite máximo para o número de alunos em cada sala de aula que tenham apenas conhecimento limitado da língua italiana e para proibir véus islâmicos que cobrem o rosto nas escolas.
O governo conservador da primeira-ministra Giorgia Meloni afirmou que o pacote tem como objetivo fortalecer a integração por meio do aprendizado do idioma e recebeu apoio de aliados da direita.
Opositores, incluindo educadores, sindicatos e partidos de oposição, alertam que as novas regras podem obrigar estudantes a frequentar escolas longe de seus bairros. Críticos também acusam o governo de transformar a imigração em uma questão política.
Com eleições que podem ocorrer já na próxima primavera, analistas afirmam que as medidas permitem à primeira-ministra reforçar suas credenciais em temas centrais para sua base conservadora, embora o impacto provavelmente seja limitado e ainda existam dúvidas significativas sobre como as regras seriam aplicadas.
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Pelo plano, cada sala de aula poderá ter no máximo 30% de estudantes estrangeiros que não possuam proficiência suficiente em italiano.
O decreto entrou em vigor imediatamente, mas precisa ser aprovado pelo Parlamento em até 60 dias. A coalizão de Meloni possui maioria parlamentar.
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