A expansão das fontes renováveis aumenta a necessidade de energia firme e flexível no sistema elétrico brasileiro, mas o desafio do setor é garantir essa segurança a um custo menor.
A avaliação foi apresentada por executivos dos segmentos térmico, nuclear e hidrelétrico durante o CNN Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado, nesta quinta-feira (24), em São Paulo, com especialistas e lideranças do setor.
Para Marcelo Lopes, diretor-executivo de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, as diferentes fontes precisam competir de acordo com os atributos que oferecem ao sistema. Segundo ele, o gás natural tem como principal vantagem a capacidade de disponibilizar energia despachável em um intervalo relativamente curto.
“Sem energia firme e sem artificialismos. Você tem que ter competição entre as fontes, competição entre as alternativas de suprimento e pagar pela característica que é necessária”, afirmou.
Lopes afirmou ainda que deverá colocar em construção mais de 3 gigawatts de capacidade entre 2028 e 2031 como resultado do último leilão de capacidade.
A flexibilidade, porém, tem um custo. De acordo com o executivo, uma térmica que precisa permanecer disponível para ser acionada quando necessário tende a ter menor fator de utilização e maior custo associado à manutenção do combustível à disposição. O aumento da oferta de gás natural produzido no Brasil, segundo ele, pode ajudar a reduzir esse custo.
