O candidato a deputado federal e ex-ministro José Dirceu (PT-SP) disse não acreditar que uma indireta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que tenta a reeleição, seja decisiva para um rearranjo do Progressistas em eventual disputa de 2º turno. Em agenda no Piauí, em 9 de setembro, o petista declarou que “não aceita vira-lata” e que seus candidatos ao Senado eram Marcelo Castro (MDB-PI) e Julio Cesar (PSD-PI).
“Não acredito que um fato como esse vai mudar a posição política do PP ou da União Brasil. Não vejo que é isso que faz apoiar ou não. São muitos fatores regionais, muitos interesses. É outro cenário”, declarou ao Poder360 na 4ª feira (23.set.2026).
Ao minimizar a situação, Dirceu afirmou que Ciro -presidente nacional do PP- já proferiu ofensas a Lula. “Se você for tirar o que o Ciro Nogueira falou de Lula também no passado… Se você zera o processo, você zera. Acho que isso não é um elemento para uma decisão do partido, se vai apoiar ou não”, disse.
Em julho, a federação União Progressista -formada por PP e União Brasil- decidiu adotar neutralidade na disputa presidencial. Agora, há a chance de reavaliar esse posicionamento e apoiar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, no 2º turno.
O PT e o governo atuaram para isolar Flávio e evitar que o Centrão se posicionasse em prol do adversário no 1º turno. Agora, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, tenta se movimentar para impedir um apoio do grupo ao candidato do PL.
