A abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão deve ampliar o poder de escolha, mas o preço não será necessariamente o único fator levado em conta na decisão do consumidor, disse Lucas Witzler, diretor-executivo da Ultragaz Energia Elétrica.
Para ele, a oferta de serviços, a qualidade no atendimento e a previsibilidade de custos podem ser diferenciais para conquistar clientes, mesmo em situações em que a energia comercializada no mercado livre seja mais cara - como tem acontecido em outros países que já adotaram o modelo.
As falas foram ditas durante o CNN Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado, nesta quinta-feira (24), em São Paulo, com especialistas e lideranças do setor.
Segundo Witzler, experiências internacionais mostram que consumidores migraram do mercado regulado para o ambiente de contratação livre mesmo quando havia uma diferença de preço desfavorável ao mercado livre. Nesses casos, afirmou, atributos como previsibilidade e qualidade dos serviços ajudaram a determinar a escolha.
“Nós temos estudado muito outros mercados, feito um benchmark internacional. A gente vê países em que houve uma migração do ambiente regulado para o mercado livre mesmo havendo uma diferença de preço, o mercado livre sendo um pouco mais caro”, afirmou.
Antes da ampliação do mercado livre, estimativas do setor apontavam para economias de até 30% na conta de luz, dependendo do perfil de consumo, das condições do mercado e do contrato negociado.
