Uma cirurgia de catarata realizada em Marte ainda parece algo distante, mas já faz parte das preocupações de pesquisadores que estudam como será cuidar da saúde dos astronautas em missões cada vez mais longas.
O motivo é simples: uma viagem até o planeta pode durar quase um ano, e um problema ocular que surja durante esse período pode não permitir que o paciente simplesmente volte à Terra para receber tratamento.
A oftalmologista Morgan Micheletti, do Berkeley Eye Center, em Houston, nos Estados Unidos, apresentou uma pesquisa sobre o tema durante o 44º Congresso da Sociedade Europeia de Cirurgiões de Catarata e Cirurgia Refrativa (ESCRS).
Segundo a especialista, a necessidade de realizar procedimentos oftalmológicos fora da Terra deve crescer conforme aumentarem as viagens tripuladas à Lua, a Marte e a estações espaciais.
“Eu acredito que alguém precisará de uma cirurgia de catarata em Marte durante a minha vida”, afirmou Micheletti. “Uma viagem para Marte pode durar quase um ano, e retornar à Terra por causa de uma catarata que limita a visão, uma lesão ou outro problema que exija cirurgia ocular pode não ser viável. No fim das contas, o tratamento terá que ser feito onde o paciente estiver”, destaca o site Infoabe.
O desafio começa antes da cirurgia
Para os cientistas, não basta pensar em como realizar uma cirurgia no espaço.
