Camila Fremder, escritora e criadora de conteúdo, abriu o jogo sobre como sua relação com o próprio corpo mudou após a retirada do útero em decorrência da endometriose. No sexto episódio do programa “Na Palma da Mari: Entre Mulheres”, ela revelou que, sem o ciclo menstrual, identificar os efeitos da TPM se tornou um exercício muito mais abstrato.
“Eu não menstruo mais. Eu tive endometriose, então, há um ano, eu tirei o útero. Para mim, é muito mais abstrato entender se estou na TPM ou não, porque não tenho o período menstrual para descobrir”, afirmou Camila. Segundo ela, quem ainda menstrua leva vantagem nesse aspecto, pois tem uma referência concreta para identificar as oscilações de humor.
Camila relatou que, mesmo durante os anos em que menstruou, costumava se surpreender ao consultar aplicativos de rastreamento do ciclo. “Eu sempre usei aplicativo, e várias vezes eu estava num dia difícil, olhava e falava: ‘Entendi’. É muito doido, porque eu fiquei anos menstruando, anos tendo sintomas da TPM, e eu sempre me surpreendia quando olhava no aplicativo e estava naquela fase”, disse ela. A escritora descreveu essa dificuldade como algo comum entre as mulheres: “Parece que a gente não tem esse relógio exato.”
DIU e a perda de referência hormonal
O tema também foi abordado pela própria Mari, que compartilhou experiência semelhante com o uso do DIU, dispositivo intrauterino utilizado como contraceptivo.
