Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um ato ao lado de artistas no Rio de Janeiro, na quarta-feira (23), em mais uma agenda de campanha à reeleição. O evento, no entanto, gerou críticas internas entre aliados, que avaliaram que a iniciativa teve alcance limitado, atingindo apenas um público já identificado com Lula, resumindo a percepção com a expressão “pregar para convertidos”.
Segundo apuração do jornalista Pedro Venceslau, no CNN 360°, a campanha do PT (Partido dos Trabalhadores) questionaram a realização do ato com artistas. Integrantes da campanha consultados afirmaram que o evento foi concebido para “gerar imagem para as redes sociais e recortes para a campanha na televisão”, destacando a presença de artistas que fazem novelas da Globo, além de nomes como Chico Buarque e Caetano Veloso.
No entanto, outros petistas, reservadamente, classificaram o evento como um erro estratégico. “Fazer um ato como esse no Rio de Janeiro exige distribuição de convites, aluguel de local e deslocamento do presidente. O presidente Lula poderia estar fazendo um ato em outra região, em Minas Gerais, onde ele precisa vencer ou reduzir a vantagem para o Flávio, ou consolidando votos em Pernambuco”, avaliaram.
Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, foi quem deu voz pública à insatisfação, em declaração ao site Poder 360. “O Lula não ganha nenhum voto com isso. Nós precisamos ganhar voto de quem não vota no Lula.
