O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, pediu nesta quinta-feira (24) manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) sobre o afastamento do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues.
A medida ocorre após Fachin suspender a decisão do ministro André Mendonça que havia determinado o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, em meio à controvérsia sobre relatórios de inteligência produzidos pela corporação.
Como mostrou a CNN, Andrei negou ter havido monitoramento ilegal de Mendonça. Em manifestação enviada ao Supremo, o diretor-geral afirmou que os documentos eram análises regulares de inteligência e que foram encaminhados à Corte em cumprimento a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes.
A AGU (Advocacia-Geral da União) também se manifestou contra o afastamento, sob o argumento de que a nomeação e a exoneração do diretor-geral da PF são prerrogativas do presidente da República.
Com o pedido de manifestação à PGR, Fachin dá continuidade à análise do caso antes de decidir definitivamente sobre a permanência de Andrei no comando da corporação.
