Cinco anos após a criação, o Fundo de Investimento em Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) reúne hoje uma base pulverizada, formada por mais de 1,2 milhão de contas de cotistas, e uma frente institucional que concentra a maior parte dos recursos.
Levantamento realizado pela Oliveira Trust a partir de dados públicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostra que o segmento alcançou R$ 65,8 bilhões em patrimônio líquido em julho de 2026.
As classes destinadas ao público geral concentravam 92,4% das contas, mas respondiam por 28,9% do patrimônio identificado. Na outra ponta, os veículos voltados a investidores qualificados e profissionais reuniam apenas 7,6% das contas e 71,1% dos recursos. Os números do estudo se referem a contas de cotistas, não a investidores únicos.
Para a empresa, esse retrato indica que a trajetória do Fiagro não pode ser explicada apenas pela entrada das pessoas físicas no financiamento do agronegócio. Isso porque em paralelo à expansão dos fundos negociados em bolsa, o mercado desenvolveu estruturas voltadas a investidores de maior porte, com operações mais específicas e diferentes combinações de ativos, garantias, originadores e fluxos financeiros.
“Os primeiros anos do Fiagro mostraram que existe demanda para aproximar o mercado de capitais do agronegócio. Agora, os números revelam um segmento mais diverso do que a imagem construída em torno dos fundos de varejo.
