O governo dos Estados Unidos, por meio do gabinete do procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, se opôs ao pedido de Cilia Flores, esposa de Nicolás Maduro e ex-primeira-dama da Venezuela, para ser colocada em prisão domiciliar.
A autoridade argumentou que isso representaria “risco extremo de fuga” e um “perigo para a comunidade”.
O memorando apresentado pelos promotores indica que Flores pode ser condenada a uma pena mínima de 40 anos, o que “constituiria um incentivo significativo para qualquer pessoa fugir da Justiça” e “especialmente forte” dada a idade dela, 69 anos.
A equipe de defesa de Flores tem até 30 de setembro para apresentar sua resposta ao documento. O juiz federal Alvin K. Hellerstein agendou uma audiência sobre o assunto para 8 de outubro.
Flores e Maduro enfrentam acusações de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção, das quais se declararam inocentes.
Os promotores enfatizaram no documento que os réus “recorreram à violência extrema para promover o tráfico de drogas e a corrupção, ordenando sequestros, espancamentos e assassinatos”.
Além disso, salientaram que, se libertada sob fiança, Flores também representaria um perigo para a Venezuela, “já que poderia tentar intimidar diretamente testemunhas e vítimas”.
