Apesar de os tesouros enterrados serem parte do imaginário popular quando se fala em pirataria, a verdade é que os piratas quase nunca faziam isso. A ideia de colocar os espólios em um baú, escondê-lo em um lugar secreto e colocar a localização em um mapa para que pudessem ser recuperados anos depois é, quase que em totalidade, um produto da ficção.
Isso porque, para os piratas, não havia muito sentido em armazenar ou esconder seus espólios. O objetivo principal do saque era convertê-lo rapidamente em riqueza: dividir o tesouro entre a tripulação, comprar suprimentos, gastar em portos, trocar mercadorias ou vender por dinheiro.
Há pelo menos duas exceções notáveis. A primeira é o bem documentado caso envolvendo o corsário britânico Francis Drake: em 1573, depois de atacar uma caravana espanhola que transportava ouro e prata no Panamá, ele e seus homens enterraram temporariamente o saque porque não conseguiam transportá-lo todo até os navios. Eles deixaram homens para guardá-lo e voltaram para recuperá-lo pouco depois. Ou seja: era uma solução logística temporária, não um “cofre” destinado a permanecer escondido durante anos.
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O segundo caso, mais famoso e mais polêmico, é o do pirata William Kidd. No ano de 1699, ele supostamente enterrou uma quantidade considerável de tesouro na ilha Gardiner, em Nova York, antes de seguir viagem para Boston.
