A nova fase da Operação Carbono Oculto revelou uma conexão entre estruturas financeiras ligadas ao Banco Master e o esquema investigado por lavagem de dinheiro do PCC, além de um braço do esquema, segundo a investigação, estar ligado ao setor sucroalcooleiro.
Deflagrada nesta quinta-feira, 24, esta terceira etapa, denominada Operação Crédito Oculto, colocou entre os alvos Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, considerado, pela Polícia Federal (PF), no caso Master, o operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-diretor e ex-sócio do Banco Genial.
A Operação Crédito Oculto é uma ação conjunta da Receita Federal, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, da Polícia Militar e da Polícia Civil. A operação conta ainda com o apoio dos Gaecos do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
As investigações indicam que operadores do mercado financeiro teriam colocado estruturas empresariais e financeiras a serviço da movimentação e ocultação de recursos. O trabalho amplia a apuração sobre a presença do crime organizado na economia formal, iniciada principalmente a partir de negócios no setor de combustíveis.
Freixo é dono da Entre Investimentos e aparece como um dos pontos de contato entre as diferentes frentes investigadas.
