As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira (24) com altas sob influência do exterior, onde os rendimentos dos Treasuries, o dólar e o petróleo subiram em função das preocupações com a continuidade da guerra no Oriente Médio.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,675%, com alta de 10 pontos-base ante o ajuste de 13,573% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,065%, com elevação de 3 pontos-base ante 14,039%.
O rendimento do título norte-americano de 30 anos atingiu durante o dia o maior nível desde 2004, precificando a probabilidade de uma guerra prolongada de EUA e Israel contra o Irã, com impactos sobre a inflação e a atividade.
A aceleração dos rendimentos dos Treasuries durante a manhã acabou por conduzir as taxas dos DIs também para o território positivo.
Após marcar a mínima de 13,550% (-2 pontos-base) às 10h12, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima de 13,685% (+11 pontos-base) às 12h52.
Perto desse horário os rendimentos dos Treasuries também renovaram as máximas do dia, em meio a preocupações com a inflação nos EUA e à perspectiva de novas altas de juros pelo Federal Reserve.
No Brasil, o BC (Banco Central) atualizou pela manhã suas projeções econômicas por meio do Relatório de Política Monetária.
