O governo da Itália aprovou, nesta quinta-feira (24), medidas para limitar o número de alunos estrangeiros nas escolas e proibir coberturas faciais, uma iniciativa que, segundo os opositores, visa conter a crescente popularidade de um partido rival de ultradireita antes das eleições previstas para o próximo ano.
A primeira-ministra Giorgia Meloni enfrenta a ascensão do Futuro Nacional, partido fundado em fevereiro pelo ex-general do Exército Roberto Vannacci e que já registra cerca de 8% nas pesquisas, enquanto as pesquisas mostram sua coalizão atrás do bloco de centro-esquerda.
O Futuro Nacional transformou as escolas em um campo de batalha central em sua campanha, defendendo a “remigração”, a deportação de estrangeiros para seus países de origem, e argumentou que a “contaminação” islâmica nas salas de aula prejudica a identidade nacional.
A partir do ano letivo de 2027-28, será aplicado um limite máximo de 30% nas salas de aula do ensino fundamental para alunos que não sejam cidadãos italianos e não tenham nascido na Itália, ou que tenham frequentado menos de dois anos de creche no país, de acordo com um projeto de decreto.
O decreto também impõe multas de até mil euros (aproximadamente R$ 5.900) a qualquer pessoa que entrar nas instalações da escola usando coberturas faciais, que os membros da coalizão governista descrevem como símbolos de opressão islâmica e falta de respeito à dignidade das mulheres.
