Empresas de apostas notificaram emissoras como Globo, Band e RedeTV! sobre a possibilidade de rescindir contratos de publicidade caso o governo de Luiz Inácio Lula da Silva endureça as restrições ao setor ou decida proibir as bets no Brasil.
Até o momento, Betano, Novibet, Superbet e Esportes da Sorte começaram a notificar parceiros. Clubes da Série A do Campeonato Brasileiro também foram avisados sobre possíveis rescisões.
As apostas estão entre os principais anunciantes da TV aberta. Somente em agosto, o setor investiu R$ 153 milhões em comerciais e cotas de patrocínio, segundo a Tunad, empresa que monitora o mercado publicitário.
Diante da possibilidade de mudanças nas regras, áreas comerciais das emissoras já buscam alternativas para substituir os espaços ocupados pelas bets. A Record decidiu não negociar com a Betano uma cota de patrocínio do reality A Fazenda, enquanto a Band avalia os contratos de naming rights do Jogo Aberto e de Os Donos da Bola.
Lula diz que quer "acabar com as bets"
As empresas afirmam que restrições mais duras podem inviabilizar parte do mercado regulado. Clubes de futebol também têm pressionado o governo contra limitações aos patrocínios do setor.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido publicamente novas restrições a apostas. Na semana passada, afirmou ter “disposição pessoal” para acabar com as bets e comparou os efeitos do vício em jogos aos provocados pelo crack.
