Durante recepção na Casa Branca nesta 5ª feira (24.set.2026), o presidente da China, Xi Jinping (PCCh), voltou a mencionar o conceito da Armadilha de Tucídides para traçar um paralelo com as relações China-EUA. Ao lado do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que as potências devem cooperar entre si.
“As nossas forças armadas devem manter um diálogo regular e aprimorar os mecanismos de comunicação para situações de crise. É possível superar a Armadilha de Tucídides”, declarou o presidente chinês durante a recepção na Casa Branca.
O conceito da Armadilha de Tucídides descreve as tensões geradas quando uma potência emergente desafia o domínio de uma potência estabelecida. Foi popularizado pelo cientista político Graham Allison com base no fenômeno descrito pelo historiador grego antigo ao se referir à Guerra do Peloponeso (431 a.C a 404 a.C).
A Guerra do Peloponeso foi um conflito de quase 3 décadas entre Atenas e Esparta iniciado em 431 a.C. Segundo escreveu Tucídides, a ascensão de Atenas fez com que Esparta, cidade dominante na Grécia, temesse a perda de seu domínio.
Allison aplicou o padrão à história moderna. O cientista político identificou 16 casos nos últimos 500 anos em que uma potência em ascensão foi percebida como ameaça a uma potência estabelecida. Desses casos, 12 terminaram em guerra.
Nessa leitura, a China ocupa o papel de Atenas em ascensão, enquanto os Estados Unidos representam Esparta.
